Onda racista nas redes sociais

Onda racista nas redes sociais

Nivaldino Felix - foto Getúlio Lefundes
Nivaldino Felix (em pé) – foto Getúlio Lefundes

 

Uma onda racista, ultimamente, tem tomado conta das redes sociais. É uma prova de que,  mesmo com todos os avanços no século 21,  o racismo continua vivo, como há  quinhentos anos.

Temos observado que esses ataques racistas tem se direcionado a negros famosos. Isto evidencia aquilo que não cansamos de falar, de que é falsa a afirmação que o racismo deixa de existir quando o negro está na mesma classe social dos brancos. Esta constatação não é verdadeira, já que o ódio é racial e não social.

Essa elite negra que sofre com o racismo precisa entender que há, sim,  necessidade de se incorporar aos movimentos que lutam contra o racismo, o preconceito e o xenofobismo, já que eles não estão imunes aos ataques racistas, como vem acontecendo. Para nós, o racismo é um elemento ideológico, já que ele nasce pela necessidade de domínio de um povo sobre o outro.

Os recentes famosos que foram vitimas do racismo são duas figuras femininas que trabalham na Rede Globo, a atriz Tais Araújo e a apresentadora da previsão tempo Maria Júlia Coutinho, que têm se destacado nas suas funções na empresa em que trabalham.

Outras figuras famosas, como jogadores de futebol negros também são vitimas do racismo, no Brasil e no Exterior, mas reagem timidamente. O único que teve atitude mais firme foi o goleiro Aranha, que na época – num jogo contra Grêmio na arena do time gaúcho – atuava no Santos. A torcedora do Grêmio que teve atitude racista contra o goleiro sofreu um punição leve, branda, o que não é novidade em se tratando do Judiciário que temos. A torcida do Grêmio sempre teve fama de ser racista. 

Além dessas figuras famosas, milhões de negros, diariamente, sofrem com o racismo, seja nas cidades ou no campo. Além da violência do racismo, são vitimas da violência policial, violência da fome e a violência das drogas. Temos que conclamar os milhões de negras e negros para se incorporar a um grande projeto para libertação do povo de origem africana, bem como todos os oprimidos pela sistema racista e opressor.

Nivaldino Felix

Diretor de Imprensa da APLB-Sindicato, escritor e educador.

Você pode gostar de ler também: