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APLB apoia resistência de educadores contra fechamento do Centro Estadual de Educação Santa-Mariense, em Santa Maria da Vitória

 

Mais uma escola da rede estadual sendo ameaçada de fechar. A direção da APLB-Sindicato se une à aos educadores e toda  a comunidade escolar do Centro Estadual de Educação Santa-Mariense  pela resistência contra o fechamento. Segundo denúncia de trabalhadores em Educação que chegaram à direção da APLB, em uma decisão arbitrária, a diretora do NTE 23 Eleniza de Castro Oliveira informou, sem diálogo e sem acordo, que o Centro Estadual de Educação Santa-Mariense está oficialmente fechado e que a partir do dia 30 de janeiro, o prédio deve ser desocupado. Em tempo, a mesma não informou em que condições vai realocar os quase 500 alunos que estudam nessa escola. 

Confira os depoimentos de dois alunos da escola:

Abaixo, os trabalhadores em Educação da referida escola esclarecem o ocorrido em uma Carta de Esclarecimento:

No dia 10/12/2020, reuniram no auditório do colégio Centro Estadual Santa-mariense, professores, equipe gestora e a diretora do NTE 23. A reunião foi marcada a pedido da diretora do NTE 23 a Sra. Eleniza Castro de Oliveira e tinha como pauta: o reordenamento escolar (Fechamento da Escola). A diretora do Núcleo explicou a situação em relação ao fechamento da escola, informando aos professores que era lamentável, mas devido a política de contenção de gastos do governo da Bahia, todas as Secretarias, inclusive a de Educação estava passando por reformulações, isso se agravou e acelerou por conta da pandemia. Seguindo a reunião a diretora afirmou que: como o prédio escolar é alugado (R$ 4.500 por mês) e somada a redução da quantidade de alunos para a SEC/BA se tornou inviável a manutenção do contrato, uma vez que já havia feito um levantamento de viabilidade para comportar os alunos do Centro Estadual de Educação Santa-mariense em duas outras Escolas Públicas da cidade de Santa Maria da Vitória/Ba o CETEP (ensino médio profissionalizante) e Rolando Laranjeira (ensino médio regular).

 Franquiada a palavra, os professores se manifestaram contra a decisão do fechamento da escola, não concordando com a posição da SEC/BA, por vários motivos, entre esses: a história de 63 anos de contribuição escolar na sociedade Santa-mariense e principalmente sobre a falta de infraestrutura que as demais escolas não teriam para comportar a demanda de quase 500 alunos, pois esses locais de ensino já se encontram superlotados. Ademais, salientamos que devido ao período de pandemia não podemos fazer um trabalho pedagógico com o intuito de ampliar o número de matrículas da unidade escolar.

Neste momento turbulento e questionador que estamos passando, diante das mazelas sociais que assolam o país e o mundo contemporâneo, com sérias e alarmantes consequências no campo da educação particularmente nos referindo ao tema quando da comunicação em reunião no dia 10 de dezembro às 9:00 no auditório do Centro Estadual de Educação Santa-mariense – CEES entre a equipe do NTE 23 – Rio Corrente e a Comunidade escolar (gestores e o corpo docente) especialmente convocados.

Não sabíamos que a pauta única do encontro se referia exclusivamente para comunicar que o governo do estado da Bahia baixou em decreto determinando a recisão do contrato de locação da escola com a Mitra Arquidiocesana de Bom Jesus da Lapa, proprietária do imóvel.

Em que pese esta medida, neste aspecto, a decisão arbitrária do governo do estado assume proporções alarmantes, que em outras palavras, decreta a extinção e o fechamento da conceituada instituição de ensino, em flagrante desrespeito à sociedade da municipalidade de Santa Maria da Vitória, a perda e destruição de valores e a nossa própria identidade cultural e moralidade social ao longo de 62 anos, desde a fundação em 1958, sob a liderança do Monsenhor Padre André Frans Béreno e o apoio ostensivo de todos os segmentos sociais da cidade.

O Centro Estadual de Educação Santa-mariense – CEES, ao longo de seis décadas vem prestando um inestimável serviço à causa da educação de crianças e jovens dos segmentos representativos de todas as categorias sociais, especialmente das famílias mais necessitadas, considerando que no período anterior à estadualização da instituição, esta sempre manteve vínculos de cooperação mútua com instâncias do poder público local e convênios sucessivos com a SEC/BA. É importante salientar que em todos esses cenários e no sentido mais amplo, a instituição registrou um inestimável legado à história e, neste contexto, apresenta um passado brilhante apontando para um futuro ainda mais promissor.

Esta caminhada não pode ser interrompida por um decreto oficial que fere o princípio da gestão democrática e instiga a revolta da sociedade em não aceitar agressões desse porte ao patrimônio educacional e cultural de Santa Maria da Vitória. Manteremos a vitalidade desses direitos, buscando incorporar as contribuições das gerações de estudantes que por essa instituição passaram às atuais que avidamente vão lutar para manter este legado.

Confira a carta do Bispo Dom João enviada ao governador do Estado e o Ofício de entrega do Imóvel:

Carta Dom João
ofício Imóvel Santa Mariense_3

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