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APLB COBRA A SMED SOBRE OS CRITÉRIOS PARA O FECHAMENTO DE ESCOLAS

A APLB está acompanhando “pari passu” o fechamento de escolas da rede, bem como a desativação de turmas e turnos! Os casos tem se repetido dia a dia, causando revolta nas comunidades escolares e a preocupação da direção da APLB, que inclusive já marcou reunião com a SMED para tratar da questão e exigir a suspensão da medida, que tem causado tensão entre professores, pais e alunos de diversas unidades, neste final de ano letivo.

A APLB é veementemente contra esta política de desmonte que tem como alvo as escolas da rede municipal de ensino, defendendo o não fechamento de unidades e sim a reestruturação e a oferta de mais escolas e vagas que possam atender à demanda reprimida de crianças e jovens que estão fora da escola no município de Salvador, sem esquecer os mais  idosos da EJA, que estão sendo os mais penalizados por esta política equivocada de reduzir a oferta sem se importar com o pedagógico.

A medida parece estar sendo implementada sem planejamento e obedecendo a critérios confusos, causando perplexidade em todos os que defendem o que preconiza a Constituição Federal em seu artigo 205: “a educação, é direito de todos e um dever do estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade …”

Continuamos recebendo denúncias e informações de professores e pais sobre as escolas fechadas e além daquelas que já divulgamos anteriormente, estão sob a iminência de fechamento as seguintes unidades:

Escola Municipal Zilda Arns, de Castelo Braco, tem muitos alunos, inclusive uma lista de espera que daria para abrir mais turmas, não tem problema com o IDEB, mas mesmo assim será fechada e os alunos serão migrados para uma escola de Fundamental II;

Escola Municipal Professor Antonio Pithon Pinto, da Fazenda Coutos. Com construção pré-moldada, a unidade está na lista para ser demolida, sem nenhum aviso prévio aos docentes e à comunidade escolar. Não há informação sobre se a escola será reconstruída,  e os professores já estão sendo lotados em outras escolas, sem opção de escolha;

CMEI Almir Oliveira, que atende a crianças de 0 a três anos, em tempo integral, e o CMEI Centro Social Urbano de Mussurunga, que atende aos grupos de 03 a 05 anos, em turno parcial, pertencem à GRE Itapuã e funcionam no mesmo espaço. Os alunos do CMEI Centro Social Urbano de Mussurunga serão transferidos para o CMEI Almir Oliveira, gerando superlotação. O grupo 03 anos vai ser retirado, mas a direção não sabe para onde vai ser relocado. A alegação da gestão municipal é de que existem problemas com a estrutura, o que não se justifica, uma vez que os alunos não vai sair da escola;

Escola Municipal Presidente Médici, localizada na Estada da Cocisa, em Paripe é outra que está com os dias contados. A determinação da SMED é que a unidade feche no final deste ano letivo e que os alunos sejam relocados para outras cinco escolas da região. Com 47 anos servindo aquela comunidade, a Presidente Médici pertencia à rede estadual de ensino, porém em 2003 foi municipalizada. A unidade oferece ensino do 1º ao 5º ano.

Escola Municipal Alan Kardec, localizada no bairro da Graça, os professores informam que, após reuniões com o Gerente José Mario, o mesmo reafirmou ser desejo irrevogável do secretário de Educação o fechamento da unidade. A escola funciona no Grêmio Espírita há 93 anos e seu IDEB é um dos mais altos da GRE Centro, sempre na casa dos 5.5. Salas cheias e uma ótima relação com a comunidade do Calabar e adjacências, bem como manifestação de mães e alunos na porta da escola, com apoio da PM, não foram levadas em consideração pela gestão municipal.

 

 

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