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Greve geral no dia 19 de fevereiro. Reunião da Diretoria Executiva (capital e interior) da APLB-Sindicato definiu ações para este mês

A APLB-Sindicato realizou na terça-feira, 30 de janeiro, durante todo o dia, no auditório do Sol Barra Hotel, em Salvador, uma reunião da sua Diretoria Executiva (capital e interior) para deliberar sobre a pauta de ações no mês de fevereiro.

A mesa dos trabalhos formada pela manhã teve na direção a vice-coordenadora do sindicato, professora Marilene Betros; a diretora Silvana Coelho, e o presidente da CTB-BA, Pascoal Carneiro, que foi o palestrante do evento.

No período da tarde, com o coordenador do sindicato, professor Rui Oliveira, na direção dos trabalhos, a plenária decidiu:

Realizar o Conselho Geral da APLB-Sindicato nos dias 23, 24 e 25 de fevereiro.

Fazer uma Moção de Repúdio contra o humorista Renato Fechine pelas covardes agressões desferidas contra sua companheira. Ao mesmo tempo, o sindicato pede à Polícia e à Justiça providências contra o agressor. “A APLB-Sindicato é um dos pilares da luta contra o feminicídio, contra qualquer agressão à mulher, não podemos deixar um caso desse passar impune”, afirmou Marilene Betros.

Fazer uma Moção de Repúdio ao assassinato do líder do MST Mário Matos. A APLB-Sindicato pede providências à Polícia, à Justiça e ao governador Rui Costa para desvendar o covarde crime. “A luta no campo continua. Aqueles que batalham por uma vida justa e de igualdade social sofrem o que Márcio Matos sofreu: ser assassinado em um acampamento de sem terra e na frente do seu filho de 6 anos de idade”, comentou, indignado, Rui Oliveira.

Outra deliberação foi a de seguir as orientações das centrais sindicais e da CNTE na luta contra a Reforma da Previdência, realizando manifestações no aeroporto de Salvador nos dias 6 e 19 de fevereiro (neste dia haverá paralisação nacional).

Por fim, definiu-se também que a Diretoria Executiva, em Salvador, e a Estadual, nos Municípios interioranos, devem participar da Jornada Pedagógica.

Debates durante a manhã

Voltando aos debates no período matutino, em sua palestra – que foi muito aplaudida e elogiada – Pascoal Carneiro, presidente da CTB-BA, falou do julgamento do ex-presidente Lula, destacando sua surpresa em perceber juízes que deveriam julgar, emitindo opiniões e demonstrando militância política em ataques pessoais contra o líder petista.

Pascoal criticou o governo de Michel Temer, considerando-o um instrumento das forças retrógradas de direita para combater as conquistas dos trabalhadores. Falou das propostas atrasadas de acabar com a Previdência Social em favor da previdência complementar.

O presidente estadual da CTB criticou também o que considerou equívocos dos governos Lula e Dilma e a inércia de movimentos sociais que deixaram de ir para as ruas e assim perderam espaço e credibilidade popular. Para ele, este é o principal desafio de sindicatos e outras entidades sociais: trazer o povo para a luta, para as ruas, uma vez que Lula continua disparado nas pesquisas para presidente da República e com o crédito político inabalado entre as massas.

 

         

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