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Jhay Lopes: Dia Internacional da Mulher

MULHER…

Ao nascer se olha o sexo e se diz é uma ‘menina’, identificando ou marcando o gênero feminino, que com as imposições da sociedade vão se acentuando ou não. E ao longo do seu crescimento impregnam-se em sua grande maioria as marcas patriarcais heteronormativas desse gênero e  suas limitações, que vão desde a cor da roupa a ser usada na saída da maternidade até as escolhas profissionais, pessoais e principalmente afetivas.

A definição biológica aponta para uma formação cultural, em que define o papel da mulher dentro de uma sociedade ainda machista, sexista, lesbofóbica e transfóbica. Pois  a luta perpassa pelo simples direito a vida até as suas escolhas, se faz preciso a desnaturalização das varias formas de opressão, violências e exploração que as mulheres, sobretudo as lésbicas, bissexuais  e as mulheres transexuais sofrem no cotidiano.

As estatísticas apontam altos índices de feminicídio, dentre outras violências  a que são submetidas as mulheres e, em especial, as mulheres trans, até porque essas mulheres ainda são poucas reconhecidas , inclusive no universo feminista que ainda dita quem é mulher, com base no sexo biológico, esquecendo-se da parte que a mulher transsexual é  a que tem uma identificação com o gênero feminino , embora tenha sido designada como pertencente  ao gênero masculino.

Que esse Dia Internacional da Mulher seja para celebrar as diversas conquistas, inegáveis é claro, por conta de toda trajetória de lutas das mulheres, mas principalmente para refletir o que ainda se precisa desmitificar, construir,  e refletir que essas mulheres, inclusive as mulheres trans, têm direitos e deveres como todas as outras, e contribuem para a sociedade de diversas formas, seja pela sua sensibilidade, seja pela sua força de trabalho, ou simplesmente por pertencer a espécie conhecida como Homo Sapiens, claro que com suas especificidades peculiares!

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