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Feira de Santana: paralisação da rede municipal

Fotos: Reginaldo Pereira – Agência A Tarde

27/05/2009 às 9 horas

Professores municipais param por 48h em Feira de Santana

A TARDE On Line*

Os 1.800 professores da rede municipal de ensino público em Feira de Santana, a 109 km de Salvador, iniciaram uma paralisação de 48 horas, na manhã de quarta-feira, 27. Os docentes se reuniram e seguiram em passeata pelo centro da cidade. Na pauta de reivindicações está o reajuste salarial de 12% para este ano. No entanto, o governo municipal ofereceu aumento de 5,6% e alega não ter como custear índice superior. Esta é a quarta vez, este ano, que os docentes realizam paralisações na cidade. Cerca de 53 mil alunos estão sem aulas nas 220 escolas do município.
Os professores se reúnem em assembleia nesta quinta-feira, 28, e depois voltam a se reunir no dia 5 de junho, quando decidem se entram em greve por tempo indeterminado. Além de não aceitarem o reajuste divido em duas prestações (3,6% em maio e 2% em novembro), os professores pedem melhores condições de trabalho em algumas unidades de ensino.
De acordo com a dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (APLB), Indiacira Boaventura, existem escolas com falta de material didático e sem iluminação e ventilação. 
*Com informações de Alean Rodrigues, sucursal Feira de Santana

20/05/2009 às 12:54

Professores de Feira de Santana ameaçam entrar em greve

Alean Rodrigues | Sucursal de Feira de Santana

Os professores da rede municipal de ensino de Feira de Santana ameaçam parar as aulas dois dias por semana até o mês de junho se não houver acordo em relação às reivindicações da categoria, que está em campanha salarial. As aulas foram paralisadas nesta terça e seguem interrompidas nesta quarta, 20, numa paralisação de advertência que deixou fora das escolas cerca de 53 mil alunos. Os professores, que fizeram passeatas pelo centro da cidade, não aceitam o reajuste já aprovado pela Câmara Municipal de 5,6% sendo que 3,6% seriam pagos em maio e 2% em novembro, contrariando a proposta da categoria que é de 12%.

De acordo com Germano Barreto,diretor da APLB (entidade que representa os professores) o índice oferecido pelo governo municipal não é satisfatório, uma vez que representa a devolução das perdas salariais da categoria com a inflação do ano passado. “E o pior é que a devolução está sendo oferecida sem nenhum ganho real e durante quase um ano”, frisou.

Ele diz que, além do reajuste salarial, a categoria está denunciando as dificuldades que enfrenta para exercer a função, uma vez que existem escolas com falta de estrutura alarmante. “Tem escolas em que as salas são inundadas pela chuva e os alunos são obrigados a dividir espaço com baldes e objetos para
aparar a água, sem falar na falta de iluminação e ventilação”, denuncia.

Na reunião realizada com o prefeito Tarcízio Pimenta, na terça-feira, os representantes da categoria ouviram que o reajuste oferecido estava de acordo com a arrecadação do município. “Temos o compromisso de continuar investindo na educação acima do que estabelece a lei, mas só poderemos dar um índice maior após a recuperação da receita do município”, destacou o prefeito, que se mostrou aberto ao diálogo com a categoria.

No entanto, o diretor da APLB afirmou que a categoria continuará com a pauta de paralisações e pressionando para obter um reajuste maior. Para o dia 5 de junho, está marcada uma assembléia para definir quais os rumos do movimento. “Somos conscientes de que o município tem condições de oferecer um percentual maior e por isto estamos lutando por isto. Não descarto a possibilidade de greve por tempo indeterminado, isto será discutido na assembléia”, garantiu.

Feira de Santana tem cerca de 220 unidades de ensino da rede municipal com 1.800 professores na ativa que lecionam da pré-escola ao ensino fundamental. O índice de reajuste oferecido inicialmente pela prefeitura era de 3% e depois passou para 4%. Na semana passada, foi enviado para a Câmara de Vereadores em caráter de urgência uma proposta de 5,6%,, que foi aprovada e aguarda apenas a sanção do prefeito.

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