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Feira de Santana – mantido impasse

A Tarde – 15/06/2010 – Terça-feira

Mantido impasse na greve em Feira


Como objetivo de impedir a ação da Prefeitura de Feira de Santana, que baixou decreto determinando o corte de ponto dos professores municipais em greve há 34 dias, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) entrou ontem com um mandado de segurança na vara da Fazenda Pública. Uma assembleia está marcada para esta terça-feira e a categoria irá analisar a possibilidade de suspender a paralisação até que o mandado de segurança seja julgado.

Cerca de 52 mil estudantes estão sem aula.

Na imagem, notícia publicada pelo jornal A Tarde no sábado, 12 de junho de 2010.

 

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Jornal Feira Hoje


Agressão contra sindicalista

A agressão  física contra o dirigente sindicalista da APLB de Feira de Santana, professor Germano Barreto, ocorrida na última quarta-feira, ao lado da Câmara, por um homem ainda não identificado, voltou a repercutir na sessão de segunda-feira (17) na Casa da Cidadania, através dos vereadores Roberto Tourinho (PSB), Getúlio Barbosa (PP) e Marialvo Barreto (PT). A sessão foi acompanhada por vários professores grevistas, inclusive, com a participação do professor agredido.

“A barbaridade que foi cometida contra o professor Germano Barreto não se restringe apenas as agressões físicas a este cidadão. O que a ele foi cometido é um atentado contra o estado de direito democrático. É acima de tudo, um ato que jamais podemos aceitar ou tolerar. Foi uma violência jamais vista ao longo desses anos aqui nesta Casa. Professor Germano, quero transmitir a Vossa Senhoria o meu mais profundo repúdio e indignação a esse ato”, declarou Roberto Tourinho.

O vereador acrescentou: “a Câmara na sua totalidade, ela repugna e se manifesta, visto que esse ato foi um atentado não ao homem Germano, mas a toda a cidade de Feira de Santana”. Na opinião de Tourinho, o sindicalista estava defendendo seus ideais, através de uma manifestação pacifica dos professores. “A ou B podem não concordar, pois vivemos num regime democrático de direito, mas a ninguém é dado o direito de abafar, de calar, de intimidar e de agir com atos ainda do tempo da caverna, completamente inaceitáveis na virada do século”, observa.

Getúlio Barbosa – vereador acusado por Marialvo Barreto de ser o mandante, através do celular, da agressão física contra o sindicalista – justificou as discussões entre ele e Germano, na última quarta-feira. “O fato de eu ter informações dele, fazendo comentários com professores, em setores privados e esses docentes, na escola que minha esposa ensina, constrangê-la a ponto dela já sair duas vezes da sala de aula, eu confesso que fiquei possesso e ia tirar sim satisfação com o professor Germano”.

Na opinião de Getulio, sindicalista não é para fazer comentários a respeito da posição política do vereador. “O professor Germano, ele tem que saber lutar pela categoria, não só salário, mas comandar um sindicato que possa dar melhores condições ao professorado, no sentido de educação continuada. A questão pessoal entre eu e Germano nós poderemos resolver. Volto afirmar que quando eu o encontrar vou tirar satisfação porque ele mexeu com família. Família não se mexe”, disse Getúlio.

O vereador se defendeu das acusações de ser o mandante das agressões físicas. Primeiro, ele enfatizou a entrevista da diretora da APLB, Indiacira Boaventura, no programa de Dilton Coutinho, onde, segundo Getúlio, ela declarou que no movimento de greve havia pessoas infiltradas. Segundo, Getúlio informou que, logo após as acusações que sofreu, ele ofereceu o celular a Marialvo, para que o petista realizasse o trabalho investigativo e, posteriormente, tirar as conclusões. Por último, o vereador ressaltou que o sindicalista apresenta várias versões sobre o caso.

“Todas as minhas listas telefônicas serão entregues quando eu for chamado na polícia. Vários vereadores presentes, que estavam juntos de mim, não ouviram a versão que o senhor conta. O senhor também vai ter que confirmar e vai ter que pagar pelo que o senhor fala que ouviu”, declarou Getúlio referindo-se a Marialvo. Na oportunidade, o vereador disse que a professora Marleide também vai responder na Justiça sobre as acusações que a  ele foram dirigidas.

Finalizando, Getúlio mandou outro recado para Marialvo, que é professor de sua filha. “Eu espero que na sala de aula o senhor não constranja a minha filha, que é uma adolescente, pois se o senhor fizer isso, irá responder também por esse constrangimento”, ameaçou.

Marialvo salientou que tem experiência e educação suficiente para não fazer perseguições a nenhum aluno. “Sua filha é uma aluna excepcional. Pode ficar tranquilo Getúlio, não tenho motivo para fazer qualquer discriminação à aluna, até porque pessoalmente com Vossa Excelência nunca tive problema, entretanto, não vou mentir do que eu vi e ouvir. Será minha palavra contra a de Vossa Excelência, só que eu tenho um fato. O nariz de Germano comprova os fatos.

“Eu vou responder um inquérito na corregedoria da Câmara, mas já que Vossa Excelência abriu um inquérito contra minha pessoa, eu vou ser obrigado pedir a cassação do seu mandato de vereador. Eu vou reunir todas as provas contra Vossa Excelência e apresentá-las na corregedoria da Casa”, afirmou o petista.


Outras notícias


Nesta segunda-feira, 17 de maio, às 8 horas, os profissionais do magistério vão à Câmara de Vereadores.

 

12/05/10

REDE MUNICIPAL – ASSEMBLÉIA 13/05/10

 

Apesar das agressões ao nosso representante sindical, Germano Barreto de Gois, a greve continua. APLB – representante legal dos seus filiados – vem de público repudiar atos violentos no seio da nossa honrosa categoria. a aplb vem em nome dos profissionais do magistério dizer, que tais atos não intimida. Assembléia geral, nesta quinta-feira (13/05/10) no espaço do restaurante Kilogril às 14h30.

 

Greve dos professores municipais

APLB convoca professores para manifesto na segunda-feira

 

Segundo comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB-Sindicato), a partir de segunda-feira (10) os professores municipais vão entrar em greve por tempo indeterminado. Através do site da APLB, em divulgação na quinta-feira (6), a diretoria do Sindicato convocou a categoria para participar de um manifesto em frente ao Paço Municipal Maria Quitéria, a partir das 9 horas da segunda-feira. Dentre as principais reivindicações apresentadas pela classe ao Governo Municipal, está o reajuste salarial de 15,93%, para professores do magistério. De acordo com o diretor da APLB, Germano Barreto, a Lei Federal 1738/08 estabeleceu o piso salarial para o magistério e ao mesmo tempo uma sistemática de correção, com base no menor valor do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb); baseado nisso, os professores estão exigindo os 15,93% de reajuste. “Assim chegamos ao valor nominal do salário de R$ 1.312,00 para 40 horas de trabalho semanais e de R$ 656,00 para 20 horas”, disse.  (Orisa Gomes)

 

Violência contra Germano Barreto e a APLB-Sindicato na Câmara de Vereadores de Feira de Santana

 

Uma das piores formas do processo de convivência entre as pessoas e as organizações da Sociedade, é a utilização da violência escancarada para inibir a defesa dos interesses das classes sociais organizadas. Principalmente quando essa violência é de natureza física contra indivíduos imbuídos na qualidade de liderança, que não podem se defender contra brutamontes pagos com dinheiro público. Mas foi exatamente o que aconteceu no dia de hoje na Câmara de Vereadores de Feira de Santana. Violência gratuita e escancarada!

 

O que mais agrava a situação é quando a violência é oriunda de grupos coordenados por indivíduos eleitos com o voto do povo de Feira de Santana, contra um representante da categoria mais consciente de nossa sociedade, que são os professores. Agrediram o Professor Germano Barreto da APLB-Sindicato covardemente na Casa da Cidadania.

 

Teve nome de expressão que manchou seu nome e sua história, reconhecida pelo povo feirense, que sempre o considerou homem sério e equilibrado. Mas defender interesses do Poder em nome da manutenção de seu próprio “Status Quo”, agredindo o Professor Germano, ultrapassou os limites do que se pode ser considerado permitido na democracia. Isso tem nome e já deveria ter ficado lá na Segunda Guerra Mundial e na Ditadura Militar dos idos dos anos 70.

 

Torna-se inadmissível uma atitude dessas num momento em que estamos praticamente vivendo um flagelo social em Feira de Santana. A violência ultrapassa os limites da permissão, a vida é banalizada com mais de 150 assassinatos somente este ano, enquanto fica um jogo de empurra-empurra para quer ver quem é o culpado por tal situação, em nome do jogo eleitoreiro de outubro próximo.

 

Ninguém está interessado em saber se a culpa pela violência é do município ou do Estado, o que se espera é que os representantes do povo de Feira de Santana, tanto Câmara de Vereadores com no Poder Executivo, proponha soluções e não se invista da qualidade de membro do Parlamento e dê mau exemplo, promovendo pancadaria contra um membro de uma Entidade séria que busca apenas a qualidade de nossa educação. Ou vai dizer que melhores salários para nossos educadores/as não vai conduzir a formação de nossas crianças, adolescentes e jovens para um patamar mais elevado? É assim! Em Feira de Santana a violência continua dando seu show particular, enquanto o dinheiro publico é utilizado para ainda mais banalizar a dita cuja que tanto nos assusta no dia a dia.

 

Genaldo de Melo

FETAG-BA


Jornal da Povo – Germano Barreto dirigente da APLB é agredido na Câmara Municipal

 

http://www.jornaldapovo.com.br/noticia.php?id=4381

 

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