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Comissão aprova proposta que destina precatórios de Fundef e Fundeb para salário de professores; saiba mais na live de amanhã (10), nos canais da APLB e Frente N/NE

Idilvan Alencar: “Os professores esperam esses precatórios há 15 anos”

 

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou proposta determinando que os recursos de precatórios do antigo Fundef e do Fundeb (o atual e o que vigorou até 2020), recebidos por estados e municípios, serão distribuídos conforme as regras de rateio dos dois fundos. Esses precatórios têm origem em ações movidas pelos estados e municípios contra a União por discordâncias nos repasses dos fundos educacionais. Com a medida aprovada, os recursos oriundos das decisões judiciais vão pagar a remuneração de profissionais da educação básica e despesas com manutenção e desenvolvimento da educação, como aquisição de material didático-escolar e conservação das instalações das escolas.

 

O professor Rui Oliveira, coordenador-geral da APLB e diretor da CNTE, informou que amanhã (10), às 18h, a Frente Norte e Nordeste pela Educação, integrada pelo sindicato, fará uma live para mais informações sobre o processo de distribuição dos recursos. O dirigente considera a aprovação do projeto como mais uma conquista das entidades.

 

“A APLB e a APEOC, junto a CNTE, reuniram parlamentares de todo o país em busca de apoio à nossa luta em defesa dos precatórios. A partir daí criamos a Frente N/NE, juntamos todos os processos sobre os precatórios que existiam na comissão de educação da Câmara, escolhemos o deputado Idilvan para ser o relator e agora conseguimos aprovar. É mais um passo decisivo para garantir a subvinculação”, destacou Rui.

 

O Fundef (Lei 9.424/96) destinava 60% dos seus recursos para pagamento de salários de profissionais. O Fundeb, em sua fase provisória (Lei 11.494/07), manteve essa regra até o ano passado, quando entrou em vigor a regulamentação permanente do fundo (Lei 14.113/20), que ampliou o percentual para 70%.

 

Regras

O texto acolhido na comissão é o Projeto de Lei 10880/18, do ex-deputado JHC (AL). O relator, deputado Idilvan Alencar (PDT-CE), apresentou um substitutivo reunido o projeto aos cinco apensados.

 

Ele afirmou que a nova redação contém os ajustes necessários para preservar o núcleo das propostas, harmonizando-as com a nova lei regulamentadora do Fundeb permanente. “Os professores esperam esses precatórios há 15 anos”, completou Alencar.

 

O substitutivo determina que os recursos direcionados para o pagamento de salários vão beneficiar:

– os profissionais do magistério da educação básica que estavam no cargo, com vínculo estatutário, celetista ou temporário, durante o período em que ocorreram os repasses a menos do Fundef (1997-2006), Fundeb (2007-2020) e Fundeb permanente (a partir de 2021);

– os aposentados que comprovarem efetivo exercício nas redes públicas escolares, nos períodos acima, ainda que não tenham mais vínculo direto com a administração pública, ou seus herdeiros.

 

O valor destinado a cada profissional será proporcional à jornada de trabalho e aos meses de efetivo exercício na atividade, e não se incorpora à remuneração principal.

 

A proposta estabelece também que os estados e municípios definirão em leis específicas os percentuais e critérios para a divisão do rateio entre os profissionais beneficiados. Quem descumprir a regra de destinação dos precatórios terá suspenso o repasse de transferências voluntárias federais, como verbas oriundas de convênios.

 

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

 

Com informações da Agência Câmara de Notícias

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