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APLB promove manifestação em apoio à professora vítima de intimação policial, após queixa de aluna sobre conteúdo ‘esquerdista’

 

 

A APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia, promove uma manifestação na próxima quarta-feira (22/11), às 14h30, em frente à DERCCA, em apoio e solidariedade à professora de filosofia do colégio estadual Thales de Azevedo que recebeu uma intimação para comparecer à Delegacia de Repressão a Crimes contra a Criança e o Adolescente. A professora teve que ser hospitalizada, após uma aluna apresentar queixa sobre o conteúdo apresentado em sala de aula, com temas relacionados a questões de gênero, racismo, assédio, machismo e diversidade.

A APLB repudia veemente à intimação e toda e qualquer tentativa de silenciamento aos docentes e a mordaça à liberdade acadêmica ou autonomia pedagógica. Para o coordenador-geral da APLB, Rui Oliveira, quarta-feira é um dia de luta e total solidariedade à professora intimada. “Ninguém vai calar a nossa voz. Chega de mordaça! O que aconteceu na escola Thales de Azevedo pode acontecer em qualquer escola da Bahia e do Brasil. Por isso, vamos dar um basta! Convocamos os trabalhadores e trabalhadoras em Educação, redes estadual e municipal, estudantes, pais e mães de alunos, a comunidade escolar e a sociedade em geral para juntos defendermos a liberdade de ensinar e aprender. Chega de negacionismo! Quarta-feira à tarde a aula vai ser em frente à DERCCA. Vamos todos dizer NÃO à ditadura e a censura. Ninguém vai calar a voz dos educadores e educadoras da Bahia e do Brasil”, destaca Rui Oliveira.

Para a APLB a queixa, com a consequência da intimação policial, é uma clara tentativa de censura ao exercício laboral da professora, ao mesmo tempo, que ofende o corpo docente e a gestão da escola, pois viola direitos preservados em disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação e do Plano Nacional de Educação.

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