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NEGOCIAÇÃO COM O PREFEITO E A APLB-SINDICATO TERMINA SEM ACORDO

Crédito: Divulgação APLB

Na tarde desta quarta-feira (28/04), os diretores da APLB-Sindicato  Rui Oliveira, coordenador-geral,  Elza Melo e Marcos Barreto, estiveram  em reunião com o prefeito de Salvador, Bruno Reis, e o secretário da Educação, Marcelo Oliveira. O encontro, que durou cerca de três horas, foi permeado por divergências sobre os encaminhamentos para um retorno às aulas com segurança efetiva e encerrou sem acordo.  Por diversos momentos apresentou um clima bastante tenso, especialmente quando o prefeito reafirmou que “os professores são  a única categoria de servidores que não está trabalhando”.

O prefeito argumentou que grande parte dos profissionais que estão na efetiva regência já se encontraria “imunizada”, porque a vacina da AstraZeneca garante 70% de eficiência já na primeira dose, portanto não vê razão para que as aulas continuem remotas.  A direção da APLB, por sua vez, contestou essa narrativa do chefe do executivo, pois contraria os estudos da comunidade científica, que revelam que a eficácia das vacinas disponíveis no Brasil para combater a covid-19 mostraram a imunização completa somente 14 dias depois da segunda dose.

Foi apresentado pelo prefeito o quantitativo de trabalhadores em educação que já tomaram a primeira dose da vacina: 1.215 (acima de 60 anos), 1.485, (de 55 a 59 anos), 2.206 mais 4.891, entre 40 e 49 anos. Segundo o prefeito, faltaria vacinar 3.216 trabalhadores em educação, sendo que, destes, 1.303 professores que se encontram na faixa etária abaixo de 40 anos.  A direção da APLB cobrou a vacinação para os demais trabalhadores em educação que desenvolvem suas atividades fora das unidades escolares, como os coordenadores pedagógicos que desempenham suas atividades nas Gerências Regionais de Educação. Houve o compromisso de incluí-los, que totalizam aproximadamente  90 profissionais.

         

 A direção da APLB reafirmou com veemência que os professores estão trabalhando durante toda a pandemia e que, mesmo sem receber qualquer suporte da parte da SMED, não deixaram de cumprir a sua jornada de trabalho, muitas vezes extrapolando além da carga horária obrigatória. Mantendo a posição da categoria, foram destacados os seguintes pontos:

  1. Revogação do decreto que determina a retomada das aulas presenciais;
  2. Agilidade no processo da vacinação para todos os trabalhadores em educação,  cumprindo todo o ciclo – 1ª dose, 2ª dose e a janela de tempo recomendada para a produção de anticorpos;
  3. Cumprimento rígido dos protocolos de biossegurança para adequar a estrutura física das unidades escolares;
  4. Ampliação do quantitativo de trabalhadores nas escolas para realizarem as funções de limpeza, higienização dos ambientes escolares, a confecção da merenda e de Auxiliares de Desenvolvimento Infantil;
  5. Retorno da gratificação de periferia e dos auxílios transporte e alimentação;
  6. Suspensão do SMA;
  7. Retratação pública por parte do prefeito, que vem, sistematicamente, desrespeitando os professores;

A reunião foi encerrada com o prefeito Bruno Reis condicionando a revogação do decreto à apresentação, pela direção da APLB-Sindicato, de uma proposta de data para a retomada das aulas presenciais.

O prefeito se propôs a manter aberto o diálogo, afirmando que “se vocês estiverem dispostos a estabelecer uma data, eu estou disposto a adiar a retomada das aulas presenciais. Mas, se não, eu mantenho a minha data. E a gente continua conversando”. O secretário apresentou a proposta do dia 10/05 para o retorno com a aquiescência do prefeito que comprometeu-se a adiar o decreto por mais 10 dias.  A APLB-Sindicato recusou-se a apresentar qualquer alternativa de data e informou que a decisão é da categoria, que estará reunida na próxima quarta-feira, dia 05/05, para avaliar as negociações.

Assim, fica a categoria convocada para lutar em defesa da vida, cumprindo a agenda aprovada na última reunião ampliada, bem como para se fazer presente na reunião ampliada virtual, na quarta- feira (05/05), às 14h, onde será avaliada a negociação com o prefeito e  definir os próximos passos da luta.

EM DEFESA DA VIDA!

REVOGAÇÃO DO DECRETO DO PREFEITO!

VACINAÇÃO PARA TODOS!

FORA BOLSONARO!

 

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