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Nossa História

APLB-Sindicato - 58 anos de luta

 

A histórica greve dos professores em 2007

 

A histórica greve dos professores e professoras da rede estadual de ensino da Bahia começou no dia 8 de maio, em assembléia geral realizada no ginásio de esportes do Sindicato dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos.

Naquela manhã, a assembléia definiu também uma manifestação à tarde na Secretaria de Administração do Estado da Bahia (SAEB), no Centro Administrativo.

No dia seguinte foram realizadas reuniões nas zonais da capital e assembléias nas cidades do interior do Estado. Na quinta-feira, dia 10, todos voltaram a se encontrar no espaço dos Bancários para outra assembléia geral.

Naquela oportunidade, os professores e professoras denunciaram sua insatisfação com a proposta do governo estadual de reajustar os salários em 3,3%. Lembravam à sociedade que durante a campanha eleitoral, o agora governador Jaques Wagner anunciou que uma das suas primeiras decisões seria a de pelo menos igualar o piso salarial dos professores ao salário mínimo. No entanto, o salário mínimo subiu - em 1º de abril - de R$ 350 para R$ 380 e o piso salarial da categoria continuava em R$ 324. A APLB-Sindicato defendia, como defende até hoje, um reajuste de 17,28% com a manutenção dos interníveis.

No dia 15 de Maio, após a quinta rodada de negociação na Secretaria de Administração (SAEB), o governo publica uma nota que começava com este título “Governo e servidores estaduais fecham acordo para reajuste entre 4,5% e 17,28%” e revelava que os outros sindicatos e a Fetrab haviam fechado negócio, inclusive aplaudindo o governo. A APLB-Sindicato insistia nos 17,28% de reajuste para equiparar o piso salarial da categoria ao salário mínimo. Àquela altura os professores perceberam que eram a única categoria mobilizada na luta.

Os educadores enfrentaram a mão-de-ferro do governo representada pela intempestiva Ação Civil Pública; pelo corte dos salários determinado pelo governador; pelos histéricos ataques de alguns setores da imprensa; pelo desinteresse de outras categorias estaduais; pelas notas contrárias de partidos políticos e represálias da SEC.

Ao mesmo tempo, houve apoio de importantes instituições como a CUT, a CNTE, A Corrente Sindical Classista, a Confederação de Educadores da Argentina, a União de Educadores da Noruega, e de diversas entidades civis nacionais. A maioria da imprensa agiu com imparcialidade, deixando para alguns poucos os ataques sem graça desferidos contra os professores.

Em entrevistas do governador Wagner, dos secretários Rui Costa, Manoel Vitório e Adeum Hilário Sauer o governo, intolerantemente, afirmava que não negociaria enquanto a greve continuasse.

No entanto, a partir da entrada em cena do Ministério Público, o governo voltou à mesa de negociação e abriu a Mesa Setorial para o debate. Vitória dos professores que mantiveram a greve até a 16ª assembléia geral realizada este ano.

Em 3 de julho, 56 dias depois do início do movimento, professores e professoras votaram pelo fim da greve, com manutenção do estado de greve, acompanhamento das reuniões na Mesa Setorial, reuniões nas zonais e calendário de assembléias.

O sindicato sai fortalecido pelas manifestações positivas de educadores da capital e do interior, que fizeram todos os sacrifícios possíveis para demonstrar às autoridades e ao povo baiano que merecem respeito e dignidade.

 

Resumo dos fatos

 

Novembro de 2006

Governador eleito Jaques Wagner recebe Carta sobre a Educação entregue pela APLB-Sindicato

 

Fevereiro

Audiências com o secretário Adeum Sauer e seus auxiliares

 

Março

Pauta de reivindicações entregues à SEC

Documento entregue à SEC tem conteúdo semelhante ao da Carta ao governador, mostrando as mazelas da educação baiana

Adeum Hilário Sauer diz que governo envia em maio à Assembléia Legislativa projeto de Eleições Diretas nas escolas

 

Abril

Reuniões das zonais

Audiências com o secretário Adeum Hilário Sauer e sua equipe

Participação do sindicato nas reuniões de negociação com o governo

Paralisação no país pelo Piso Nacional (dia 25)

 

Maio

Início da greve (dia 8)

Manifestação na Assembléia Legislativa pela aprovação de emenda do deputado Javier Alfaya ao projeto do governo de reajuste salarial (dia 24)

Governo entra no Judiciário com Ação Civil Pública (dia 24)

Judiciário manda ACP para o sindicato (dia 30)

 

Junho

Manifestação na Governadoria

Governador afirma na imprensa que vai cortar salário dos professores (dia 14)

APLB-Sindicato coloca nota publicitária na mídia explicando a greve (dia 19)

Direc de Barreiras chama polícia para intimidar professores

Exoneração da superintendente de Recursos Humanos da Secretaria de Educação, Marilene Betros, ex-vice-coordenadora da APLB Sindicato (dia 21)

PMDB publica nota contra a greve (dia 22)

PSB publica nota contra a greve (dia 24)

Reunião no Ministério Público (dia 25)

Reunião na SEC para instalação da Mesa Setorial (dia 26)

Governo ameaça grevistas com exoneração. Na imprensa, no dia 28

PT publica nota contra a greve e condenando a APLB-Sindicato (dia 30)

 

Julho

Participação intensa da APLB-Sindicato e da categoria no desfile do 2 de Julho

Fim da greve. Assembléia geral em 3 de julho

 

16 Assembléias realizadas em 2007

 

7 de março

29 de março

19 de abril

8 de maio – início da greve

10 de maio

15 de maio

18 de maio

23 de maio

28 de maio

31 de maio

5 de junho

12 de junho

15 de junho

19 de junho

27 de junho

3 de julho – fim da greve

APLB - Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia

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