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Nivaldino Felix: o negro e as questões da Educação

Até o início do século XX, o ensino público era voltado só para os brancos, a partir de 1925, devido ao inicio do desenvolvimento industrial no Brasil, os negros e as camadas mais pobres passaram a ter acesso ao ensino público, a partir daí, os investimentos no ensino público caíram de forma vertiginosa.

Hoje milhões de negros continuam absorvendo nas escolas públicas um  ensino de péssima qualidade, com conteúdos que   não expressam o papel que o homem negro escravizado teve para o desenvolvimento dessa nação chamada Brasil.

A luta para melhorar a educação em nosso país não pode se resumir aos discursos acadêmicos e nem às retóricas, e sim deve ser fruto da própria luta dos negros e negras e dos setores democráticos desse país.

Estamos vendo que o governo antipovo e antipatriótico de um canalha chamado Temer, lambe-botas do imperialismo, está dizendo que não vai  aplicar as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), construído com a participação da sociedade e baseado em esforço coletivo.

Esta decisão naturalmente vai atingir de forma intensa a maioria dos alunos negros e os setores mais pobres da sociedade. Por isso, as batalhas contra o ensino de péssima qualidade e o abandono total do ensino público devem continuar. A intenção desse bando de canalhas que está no poder  é privatizar o ensino publico da educação básica,  assim como estão fazendo com o ensino superior, que está praticamente sob o controle do setor privado,  ligado ao capital internacional.

A luta pelas cotas nas universidades está corretíssima como bandeira tática, mas não como bandeira estratégica, por que  só com as  cotas não vamos resolver o acesso de todos os jovens negros  nas universidades do Brasil.

Nesse sentido, nós como educadores, temos que desenvolver ações que possibilitem mudanças e transformações  substanciais  em nosso país. Só assim, a libertação educacional  completa dos negros e dos oprimidos irá acontecer!!!

Nivaldino Felix

Educador, pesquisador e diretor de imprensa da APLB-Sindicato

NÚCLEO DE PENSAMENTO ANTIRRACISMO – NAPAR

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