Salvador - BA,14 de Setembro de 2004 - Ano I - Numero 15
Boletim Eletrônico da Rede Municipal - Salvador-Ba


APLB/Sindicato promove

I Seminário de Educação do Subúrbio

Na Mesa com diretores da APLB/Sindicato, a deputada Alice
Portugal, integrante da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, discursa para a platéia

 

A APLB/Sindicato está promovendo no dia 13 de setembro, a partir das 8h30, o I Seminário de Educação do Subúrbio, no Colégio Estadual Castelo Branco, em Periperi. No turno da manhã estiveram no centro das discussões a melhoria das condições de trabalho e a luta por salários dignos para os trabalhadores em educação. Foi discutido também, dentre outros temas, o Plano Estadual de Educação (PEE), que define as diretrizes da educação na Bahia para os próximos dez anos. A Secretaria Estadual de Educação se comprometeu a enviar o PEE à Assembléia Legislativa até o final do mês.

Uma das palestrantes foi a deputada federal Alice Portugal (PCdoB), membro da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Ela informou à platéia, formada por professores, coordenadores e alunos, o trâmite para a implantação do FUNDEB, que vai substituir o FUNDEF. A parlamentar ressaltou ainda a importância de uma mobilização nacional em prol de mais investimentos governamentais na educação.

Professores, coordenadores e alunos prestigiaram o
encontro

A inserção do jovem no mercado de trabalho também foi um dos temas do encontro. Na ocasião, Marinalva Nunes, diretora da APLB/Sindicato, abordou a importância da aprovação da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas sem diminuição de salários como fator de absorção dos jovens no mercado de trabalho.

Além desses temas nacionais, ainda foram expostas as reclamações da comunidade escolar do subúrbio. Os professores, por exemplo, reivindicam o pagamento de um adicional de 30% do salário-base para os professores do subúrbio. "É justo, pois os docentes têm que pegar muitas vezes dois ônibus para chegar ao local de trabalho", defende Olívia Mendes, diretora da APLB/Sindicato. Em algumas escolas o governo estadual já adota esta prática, mas a APLB/Sindicato reivindica a extensão do benefício para todos os professores da rede pública estadual no subúrbio.

Além disso, as escolas estaduais no subúrbio estão sucateadas, aponta Olívia Mendes. A Escola Estadual Praia Grande, por exemplo, foi interditada no dia 08 de junho pela própria Secretaria Estadual de Educação. O impasse durou 71 dias, quando os 3.500 alunos foram transferidos para três prédios, dois localizados em Periperi e um na Praia Grande. Um deles ainda está em obras e os corredores são estreitos; não há água nem espaço para atividades de educação física. Num dos prédios um cômodo foi transformado em três salas de aula separadas por divisórias de madeira e a iluminação no local é insuficiente.

 

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