S A L V A D O R - BA
Salvador - BA, 02 de Agosto de 2004 - Ano I - Numero 11


A greve continua
Milhares de trabalhadores em educação presentes às assembléias

Os trabalhadores em educação da Bahia decidiram, em assembléia geral realizada no dia 30 de julho, a continuação da greve da categoria, que teve início no dia 07 de julho. Pela manhã, a diretoria da APLB/Sindicato teve uma reunião com a secretária de Educação, Anaci Paim, que entregou um documento com doze pontos acerca das reivindicações da categoria.

Com relação à questão salarial, não houve avanços. O governo ratifica a decisão de conceder somente um reajuste de 5% para os professores. O comando de greve está analisando o teor do documento da Secretaria Estadual de Educação da Bahia. No dia 02 de agosto, os trabalhadores em educação e alunos realizaram, às 14h00, uma manifestação em frente à Assembléia Legislativa. E no dia 03, às 9h00, no Ginásio de Esportes do Sindicato dos Bancários, nova assembléia geral está definindo os rumos do movimento. Confira as deliberações das assembléias gerais no site www.aplbsindicato.org.br.

Na semana passada, a categoria realizou três assembléias gerais. Nas duas últimas assembléias gerais, milhares de trabalhadores em educação baianos compareceram ao Ginásio de Esportes do Sindicato dos Bancários vestidos de vermelho, a cor da luta. Após a assembléia geral do dia 28 de julho, houve uma grande passeata de professores, funcionários e alunos no Campo Grande. Um dia antes, 27 de julho, cerca de 5.000 trabalhadores em educação e alunos ganharam a Avenida Sete de Setembro em protesto contra a intransigência do governo estadual, culminando com um abraço na Praça Castro Alves, onde todos cantaram o Hino Nacional.

A categoria está mais unida do que nunca e as assembléias têm trazidoverdadeiras multidões ao Ginásio de Esportes do Sindicato dos Bancários. A adesão na capital do estado é de 90% à greve e em grandes cidades, como Feira de Santana, Vitória da Conquista e Jequié, o quadro também é de paralisação das atividades.

A categoria reivindica a reposição das perdas salariais da ordem de 45,78%, mas está flexível à negociação. Entretanto, o governo do estado insiste em oferecer um ínfimo reajuste de 5%. Enquanto isso, as escolas estão completamente sucateadas. Algumas estão até desabando ou sendo interditadas, conforme notícias veiculadas recentemente no Jornal A Tarde.

Acesse o site www.aplbsindicato.org.br, com informações atualizadas sobre diversos assuntos de interesse dos trabalhadores em educação
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