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A
greve continua
Milhares
de trabalhadores em educação presentes às assembléias
Os
trabalhadores em educação da Bahia decidiram, em assembléia
geral realizada no dia 30 de julho, a continuação
da greve da categoria, que teve início no dia 07 de julho.
Pela manhã, a diretoria da APLB/Sindicato teve uma reunião
com a secretária de Educação, Anaci Paim, que
entregou um documento com doze pontos acerca das reivindicações
da categoria.
Com
relação à questão salarial, não
houve avanços. O governo ratifica a decisão de conceder
somente um reajuste de 5% para os professores. O comando de greve
está analisando o teor do documento da Secretaria Estadual
de Educação da Bahia. No dia 02 de agosto, os trabalhadores
em educação e alunos realizaram, às 14h00,
uma manifestação em frente à Assembléia
Legislativa. E no dia 03, às 9h00, no Ginásio de Esportes
do Sindicato dos Bancários, nova assembléia geral
está definindo os rumos do movimento. Confira as deliberações
das assembléias gerais no site www.aplbsindicato.org.br.
Na
semana passada, a categoria realizou três assembléias
gerais. Nas duas últimas assembléias gerais, milhares
de trabalhadores em educação baianos compareceram
ao Ginásio de Esportes do Sindicato dos Bancários
vestidos de vermelho, a cor da luta. Após a assembléia
geral do dia 28 de julho, houve uma grande passeata de professores,
funcionários e alunos no Campo Grande. Um dia antes, 27 de
julho, cerca de 5.000 trabalhadores em educação e
alunos ganharam a Avenida Sete de Setembro em protesto contra a
intransigência do governo estadual, culminando com um abraço
na Praça Castro Alves, onde todos cantaram o Hino Nacional.
A categoria
está mais unida do que nunca e as assembléias têm
trazidoverdadeiras multidões ao Ginásio de Esportes
do Sindicato dos Bancários. A adesão na capital do
estado é de 90% à greve e em grandes cidades, como
Feira de Santana, Vitória da Conquista e Jequié, o
quadro também é de paralisação das atividades.
A categoria
reivindica a reposição das perdas salariais da ordem
de 45,78%, mas está flexível à negociação.
Entretanto, o governo do estado insiste em oferecer um ínfimo
reajuste de 5%. Enquanto isso, as escolas estão completamente
sucateadas. Algumas estão até desabando ou sendo interditadas,
conforme notícias veiculadas recentemente no Jornal A Tarde.
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