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Projeto Arte-Educação com Graffiti para crianças do GESA abre novas perspectivas

O GRAFFITI COMO TRANSFORMADOR DE PERSPECTIVAS

Crianças do GESA, em Cosme de Farias, participaram de oficina com o “operário cultural” Denissena Fóssil. A ação teve o apoio da APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação

 

O GESA – Grupo Espírita Sementes de Amor promoveu um Projeto Artístico Cultural Educativo envolvendo 50 crianças do bairro de Cosme de Farias, na comunidade mais conhecida como Baixa do Tubo, usando o graffiti como “transformador de perspectivas”. A ação aconteceu na última segunda-feira, 15 de maio, e contou com o apoio da APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia e o educador social, artista plástico, ilustrador, escultor, referência na arte do grafite na Bahia, Denissena Fóssil. As crianças integram as turmas da evangelização da entidade filantrópica.



Por utilizar o espaço urbano como suporte, o graffiti é muitas vezes confundido com pichação, embora seja bem diferente. A pichação tem como base a escrita, dá destaque à letra, à palavra. Já o grafite busca referências nas artes plásticas. Trabalha com a forma, o volume, a perspectiva, a cor, entre outros recursos. Para a presidente do GESA, Clívia Nogueira, a oficina foi uma grande oportunidade para despertar nas crianças suas responsabilidades na sociedade, além de ampliar seus objetivos pessoais, com a possibilidade de mudar seus destinos através do esforço pessoal e perseverante. “Temos que considerar o papel social do graffiti como forma de sensibilização e de crítica social, além da sua contribuição para a educação ao atuar de forma preventiva às pichações, diminuição da violência e do preconceito, valorizando a cultura local e o incentivo à prática de esportes na comunidade”.

Parceria fomenta arte-educação

 A APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia, apoiou a realização do projeto doando todo o material que foi utilizado na oficina, assim como o lanche das crianças. “É importante trabalhar essas linguagens artísticas, já familiares aos jovens, como ponte para realizar mudanças em sala de aula, ajudando a aproximar os educadores dos estudantes, além de criar novas metodologias educativas”, justificou Rui Oliveira coordenador-geral da APLB-Sindicato.

O artista Denissena Fóssil ficou muito feliz com o convite do GESA. Assim como já fez em outras comunidades, daí o seu apelido de “Operário Cultural”, Denissena ministrou a aula no GESA de forma gratuita, pois acredita que é muito importante estimular a juventude a produzir e pensar. “Foi  uma ação ímpar. A arte é uma expressão importantíssima como agente de transformação e pode estimular outras perspectivas, novas ações, posturas e olhares. Estivemos lá para dividir e somar conhecimentos com as crianças! Tenho vivenciado isso em outras oficinas, em comunidades que visito e é uma possibilidade que existe e devemos aproveitar”.

O GESA possui 30 anos de fundação e desde que implantou a evangelização vem apostando nesta relação da arte com a educação. Na obra “O Espiritismo na Arte” (1922), Léon Denis retratou o que ocorre na espiritualidade no que se refere à arte e como a beleza se manifesta através do artista encarnado na Terra.  A obra foi elaborada a partir dos artigos publicados na Revista Espírita, fundada por Allan Kardec, (1858 a 1869) e contém as orientações mediúnicas do Espírito “O Esteta”.

Célia Felzemburg, coordenadora da Evangelização do Gesa acredita que foi uma oportunidade única que aproximou mais uma vez a arte das crianças e pode ser um diferencial. “Um som, uma forma ou uma cor despertam emoções particulares em cada um de nós, em função do nosso modo de ver, sentir e reagir. A linguagem da arte é sempre comunicativa em todos os tempos e em diferentes espaços e situações. O fazer artístico humano se liga à relação do homem com o mundo em todas as dimensões da vida, ou seja: no trabalho, no conhecimento, na cultura, na sociedade, na família, mas principalmente na fé”.

Crédito das Fotos: Jéssica Menezes

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